Entre abril de 2024 e março de 2025, o consumo de delivery caiu 11% entre as classes A, B e C, segundo levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O dado chama atenção justamente num momento em que o delivery já é hábito consolidado: 88% dos brasileiros usam entrega de comida regularmente, atravessando praticamente todas as faixas de renda.
A leitura da Abrasel é que o calendário de 2026 favorece o setor — feriados, Copa do Mundo e eleições costumam mover o consumo fora de casa e o pedido por aplicativo. Mas o presidente da entidade também alerta que o custo operacional segue pressionando a margem dos restaurantes, o que ajuda a explicar por que o crescimento em volume nem sempre aparece no lucro no fim do mês.
Volume não é a mesma coisa que margem
Para o dono de restaurante, o dado reforça um ponto prático: perseguir mais pedidos não resolve o problema se o custo por pedido também estiver subindo. Insumo, embalagem, taxa de entrega e comissão de plataforma corroem a margem de cada venda antes mesmo de o dinheiro cair na conta — e um mês com mais pedidos pode fechar pior do que um mês com menos, se essa conta não for acompanhada de perto.
- Delivery entre classes A/B/C: queda de 11% (abr/2024 a mar/2025)
- 88% dos brasileiros usam delivery regularmente
- Calendário 2026: feriados, Copa do Mundo e eleições favorecem o consumo
- Alerta da Abrasel: custo operacional segue pressionando a margem
Na prática, isso significa revisar preço, ficha técnica e comissão de plataforma com a mesma frequência com que se acompanha o volume de pedidos — não só quando o resultado do mês já fechou no vermelho.
Fontes

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